Minhas pernas trêmulas já não conseguem manter de pé esse pobre ser ao ler esse papel amassado por saudade. E logo eu, sempre pensei ser tão forte e fui o primeiro a cair entre nós dois. Eu fui o lado contraditório do que você esperava, a decepção que você soube suporta. — Escrevi essa carta assinada pelo teu nome, “Eu Elisa vim-lhe pedir desculpa, desculpa por me entregar demais a um ser com você, desculpa por criar falsas expectativas com alguém do seu porte, fraco, cafajeste. Tu eis tão frio porque quiseste-me esquentar quando eu me sentisse desprotegida? Peço-lhe desculpa mais uma vez, desculpa por ser uma mulher superior a ti e mesmo assim querer encontrar algo de bom perdido nesses teus sorrisos. Homem de meio-termo, é isso que você é, nunca mostrou realmente o que estais sentindo ou nunca soube o que sentiu, hoje sinto pena de você, amargurado. Agradeço por me deixar livre, livre para receber algo melhor que teu corpo machucado por palavras. Guarde meu perfume nas tuas lembranças pois será isso que você terá de mim, uma misera parte do passado. Com todo amor da pessoa que você deu mais uma oportunidade de viver, assinado Elisa Siqueira.” — Leio esta carta de desculpa todas as noites antes de dormi, são esses pedidos que me impede de comentar o suicídio da alma presa no passado, uma pobre alma miserável e sem piedade de amor.

Desculpas já não bastam, Wilkeer Souza.