É mais fácil escrever sobre a vida alheia do que a sua. Muito mais fácil, resolver problemas alheios, cuidar da vida alheia. É como diz o ditado, a grama do vizinho é sempre mais verde. Sabe que não é bem assim. As aparências enganam. E por trás de cada rostinho bonito e jardins floridos, há sentimentos, dramas, crises de personalidade, baixa-autoestima, preconceito e desonestidade. É quem somos. Seres sociáveis com medo de revelar a própria identidade. É também, quem temos que ser. São todos assim. O jovem cresce e percebe, que a não está mais no jardim de infância, encontra problemas mais sérios do que um brinquedo perdido ou um joelho ralado. Percebe também que não muitos dispostos a ajudar, que não é bonito nem benéfico, estar sempre triste. Aprende com os próprios pais, que para crescer e realizar um sonho, seja uma viagem, um encontro ou uma festa, é preciso sorrir. Responder tudo bem. Ser educado ou falso com alguns. É assim que o mundo gira. Pode tentar fugir, pode ser original, artista ou louco, mas, isso não muda o mundo. Ninguém mudará por que mudou e provavelmente… enlouquecerá realmente, na solidão, na bebida ou em qualquer outra droga ilícita. O que roubará sua vida. De que adianta fugir? Ouça um conselho, de um velho que já não aguenta mais viver, entre na dança. Participe, seja normal. Encontre seu par e dance. Case-se. Trabalhe. Tenha filhos. Ame. Seja feliz. Preencha seu tempo. Não enlouqueça com os dramas do dia-dia ou com as notícias das colunas do jornal. Não seja aspirante a mim. Não quero mais um leitor louco no mundo.

Mundo perdido e suas loucas