Leia com atenção por favor, pois essa é a última vez que lhe escrevo
Lembro como se houvesse acontecido há 30 minutos a primeira vez que nos vimos, sem motivo e nem combinado, só aconteceu, teu olhar traçou com o meu, eu que era tão na minha, uma guria nova em um lugar onde conhecia ninguém, onde tudo parecia tão estranho, e você, bom você estava na tua área e já conhecia muitas pessoas. Eu te achava engraçado, achava mesmo sem ter trocado um oi contigo, afinal, eu só te observava. Fiz algumas amizades, na verdade pouquíssimas e ai nos aproximamos. Você estava confuso se dava ou não uma chance para uma garota que estava apaixonada por ti, afinal, que garota não se apaixonaria? Tão moleque, bobo, fofo, educado, príncipe e vagabundo. Eu que estava com pretexto nenhum de ficar contigo, apenas te dei um breve conselho “se tu não sente nem atração com a menina, pra quê ficar com ela?”, tu que nesse momento me olhava com os olhos esbugalhados e parecia prestar bastante atenção, se calou. Depois disso nos aproximamos e não foi pouco, foi cada vez mais e mais. Saímos algumas vezes, em grupo, afinal, éramos somente amigos, passamos mais de 2 horas ao telefone, passamos a trocar sms todos os dias e isso já era rotina. Um dia sem receber um oi seu era como passar horas sem respirar, eu havia virado dependente de você em tão pouco tempo. Não demorou muito para nos reencontrarmos e nos aproximarmos ainda mais… acabamos ficando muito grudados, tu sentava ao meu lado, conversávamos sobre coisas sem lógica e um tanto ridículas, mas tudo bem, eu gostava de conversar contigo. Em tão pouco tempo andávamos de mãos dadas e todo mundo dizia que namorávamos eu que estávamos ficando, mas isso era só o início, ainda não tínhamos nada do tipo, mas em uma semana demos o nosso primeiro beijo, e eu me senti em casa, sentia-me no lugar onde eu sempre quis estar e onde eu deveria estar. Você me pediu em namoro quando em menos esperei, foi simples, bonito e romântico. O tempo que passamos foram momentos de tapas e beijos, guerras e paz, acordos e desacordos, mas foi perfeito, pelo menos para mim e eu sei que tu jamais esqueceu. E bom, nossas discussões passaram dos limites, de uma hora para outra mal nos falamos, ficamos frios um com o outro, eu te queria perto, mas me sentia insegura e sentia que tu não me queria mais por perto, eu ainda precisava de você, dos teus beijos e dos teus abraços. Mas você, bom, você só precisava dos teus amigos e eu não fico puta contigo por isso, fico pê da vida pelo motivo de você ter me dito que se terminássemos não ficaríamos com essa frescura de não nos falarmos ou não mudaríamos um com o outro e principalmente por não ter me contato por exato o porque de tudo que aconteceu. E acabou, acabou da maneira mais inesperada e besta da face da terra, simplesmente acabou. Entre linhas, versos e estrofes eu sempre escrevo sobre você, mas pretendo que essa seja a última vez, tu marcou a minha vida, tu sabe bem disso, melhor do que eu mesma. Eu me entreguei a ti como nunca me entreguei a alguém, quando eu chegava em casa minha mãe ou qualquer pessoa dizia que os meus olhos brilhavam e eu estava feliz, e pois bem, eu estava mesmo, eu me sentia bem, eu me sentia a pessoa mais bem cuidada. Eu me sentia uma princesa, afinal, tu era um príncipe. Mas infelizmente o nosso conto de fadas acabou, deu-se um fim. Fui idiota e estúpida, chorei de raiva de mim mesma, senti saudades, na verdade quase morri de saudade e morri de carência dos seus carinhos e beijos. Tive que me tocar que acabou e que já havia passado a hora de me recompor. Só 6 meses depois estou totalmente reabilitada, ou talvez todo aquele sentimento só entrou em coma por algum tempo. Eu te amei, amei até demais e nunca conseguia te dizer isso da maneira correta, só te dizia da minha maneira, maneira totalmente errada e proibida, mas eu dizia da minha maneira e você, infelizmente não compreendia. Você foi a melhor coisa que já foi minha, mas infelizmente, deu-se um fim. E não importa onde eu esteja, se eu ouvir aquela música que tu me mandou e dizia que era nossa, eu sempre me lembrarei de você.
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Acabou da mesma maneira que aconteceu, de repente e sem motivo. Letícia